Resumo
Introdução: A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica que afeta o sistema nervoso central, manifestando-se por meio de sintomas motores e não motores. Estima-se que no Brasil existam cerca de 200 mil pessoas diagnosticadas com Parkinson. Não há cura e o tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza os medicamentos necessários, os quais são acessados pelos pacientes através do CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica). Dentre os medicamentos fornecidos estão a Amantadina, Pramipex-ol, Bromocriptina, Triexifenidil, Entacapona, Selegilina, Clozapina, Rasagilina e Tolcapona. Objetivo: O objetivo deste estudo é traçar o perfl farmacoepidemiológico dos pacientes diagnosticados com a Doença de Parkinson que são atendidos no CEAF. Material e Método: Estudo transversal, retrospectivo e descritivo, utilizando dados extraídos do sistema Hórus, fornecidos pelo CEAF de Maceió. Todos os pacientes cadastrados e ativos foram incluídos na pesquisa. Um relatório de dispensação foi gerado, os dados foram organizados e submetidos à análise estatística para identifcar padrões de prescrição de medicamentos. Para a análise estatística, foi desenvolvido um banco de dados utilizando o software Microsoft® Excel® 2010. A signifcância estatística foi determinada através do teste de Fisher e qui-quadrado considerando um nível de signifcância de p < 0,05. Resultados: O estudo observou que a maioria dos pacientes com doença de Parkinson utiliza apenas 1 medicamento (75% monoterapia). O Pramipexol, sendo o mais comum, nas duas dosagens 0,25 mg (25%) e 1 mg (23%). 18% dos pacientes fazem uso de dupla terapia e 6 % tripla terapia. A dupla terapia mais usada foi a associação de Amantadina 100 mg e Pramimexol ( 0,25 mg ou 1 mg). Houve uma distribuição semelhante entre homens e mulheres em relação ao uso de medicamentos, e não foram encontradas diferenças signifcativas entre idade, sexo e raça dos pacientes. Conclusão: Ao se identifcar os padrões de frequência e uso de medicamentos é possível observar o padrão de prescrição dos pacientes com Parkinson, o que pode contribuir para melhorar o atendimento e fornecimento destes medicamentos no SUS. Além disso, pode contribuir para a formulação de políticas públicas ao considerar que o acesso ao tratamento e aos medicamentos é limitado, a identifcação dos padrões de uso de medicamentos fortalece a assistência farmacêutica, de forma a garantir o acesso integral à saúde do paciente, que terá acesso ao seu tratamento, atendendo às suas necessidades de saúde.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2025 Danielle Bezerra de Santana

