PE-005 Perfil farmacoepidemiológico dos pacientes com Doença de Parkinson atendidos no CEAF de Maceió
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Keywords

Doença de Parkinson; CEAF; Farmacoterapia; Pramipexol.

How to Cite

Bezerra de Santana , D. (2025). PE-005 Perfil farmacoepidemiológico dos pacientes com Doença de Parkinson atendidos no CEAF de Maceió. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v9.s2.p.12

Abstract

Introdução: A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica que afeta o sistema nervoso central, manifestando-se por meio de sintomas motores e não motores. Estima-se que no Brasil existam cerca de 200 mil pessoas diagnosticadas com Parkinson. Não há cura e o tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza os medicamentos necessários, os quais são acessados pelos pacientes através do CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica). Dentre os medicamentos fornecidos estão a Amantadina, Pramipex-ol, Bromocriptina, Triexifenidil, Entacapona, Selegilina, Clozapina, Rasagilina e Tolcapona. Objetivo: O objetivo deste estudo é traçar o perfl farmacoepidemiológico dos pacientes diagnosticados com a Doença de Parkinson que são atendidos no CEAF. Material e Método: Estudo transversal, retrospectivo e descritivo, utilizando dados extraídos do sistema Hórus, fornecidos pelo CEAF de Maceió. Todos os pacientes cadastrados e ativos foram incluídos na pesquisa. Um relatório de dispensação foi gerado, os dados foram organizados e submetidos à análise estatística para identifcar padrões de prescrição de medicamentos. Para a análise estatística, foi desenvolvido um banco de dados utilizando o software Microsoft® Excel® 2010. A signifcância estatística foi determinada através do teste de Fisher e qui-quadrado considerando um nível de signifcância de p < 0,05. Resultados: O estudo observou que a maioria dos pacientes com doença de Parkinson utiliza apenas 1 medicamento (75% monoterapia). O Pramipexol, sendo o mais comum, nas duas dosagens 0,25 mg (25%) e 1 mg (23%). 18% dos pacientes fazem uso de dupla terapia e 6 % tripla terapia. A dupla terapia mais usada foi a associação de Amantadina 100 mg e Pramimexol ( 0,25 mg ou 1 mg). Houve uma distribuição semelhante entre homens e mulheres em relação ao uso de medicamentos, e não foram encontradas diferenças signifcativas entre idade, sexo e raça dos pacientes. Conclusão: Ao se identifcar os padrões de frequência e uso de medicamentos é possível observar o padrão de prescrição dos pacientes com Parkinson, o que pode contribuir para melhorar o atendimento e fornecimento destes medicamentos no SUS. Além disso, pode contribuir para a formulação de políticas públicas ao considerar que o acesso ao tratamento e aos medicamentos é limitado, a identifcação dos padrões de uso de medicamentos fortalece a assistência farmacêutica, de forma a garantir o acesso integral à saúde do paciente, que terá acesso ao seu tratamento, atendendo às suas necessidades de saúde.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v9.s2.p.12
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