PE - 19 Experiência Subjetiva com o Uso De Medicamentos Experienciados por Pessoas Vivendo Diabetes Mellitus Tipo 1

Palavras-chave

Diabetes Mellitus; Experiência subjetiva; Motivação; Cuidado Farmacêutico

Como Citar

Ursula Carolina de Morais Martins, Márcio Weissheimer Lauria, Leonardo Maurício Diniz, Yone de Almeida Nascimento, & Djenane Ramalho de Oliveira. (2026). PE - 19 Experiência Subjetiva com o Uso De Medicamentos Experienciados por Pessoas Vivendo Diabetes Mellitus Tipo 1. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00393

Resumo

Introdução: O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma condição crônica complexa que exige mudanças no estilo de vida dos pacientes bem como uso contínuos de medicamentos para o controle da doença e prevenção das possíveis complicações. A forma como cada indivíduo percebe, sente e se adapta à doença influencia diretamente na adesão ao tratamento, na qualidade de vida e na aceitação da chamada ruptura biográfica induzida pela doença. A adaptação positiva não é responsabilidade única do indivíduo e sim, de toda a ecologia que o rodeia, sendo assim, os profissionais de saúde podem atuar como tutores, favorecendo essa transformação. Objetivo: Compreender quais fatores influenciam na construção das experiências subjetivas positivas com o uso dos medicamentos. Métodos: Pesquisa ancorada na Teoria fundamentada dos dados, para a qual foram realizadas entrevistas em profundidade com cinco pacientes vivendo com DM1 atendidos em um ambulatório de uma Universidade Federal [1]. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, CAAE-25780314.4.0000.5149. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi garantida a confiabilidade dos dados e anonimato dos participantes. As entrevistas foram realizadas em local que garantia a privacidade dos participantes e foram gravadas. Posteriormente foi realizada a transcrição na íntegra, seguida da análise em profundidade e codificação das falas. Resultado e Conclusão: Os temas encontrados foram o sentido da vida e a rede de apoio. O sentido da vida é um fator associado a experiência mais positiva com o tratamento medicamentoso [2]. Os pacientes alegaram o desejo de se sentirem bem para realizarem os sonhos pessoais, além da necessidade de cuidar de outros sob sua responsabilidade. Dessa forma o medicamento era visto como um instrumento necessário. Em relação a rede de apoio, três atores foram citados pelos entrevistados: família, profissionais de saúde e outros pacientes. O uso de múltiplas doses de insulina ao dia requer mudanças na vida e o apoio familiar é fundamental para pacientes com doenças crônicas, pois exerce impacto direto na adesão ao tratamento, qualidade de vida e bem-estar emocional. O suporte da equipe de saúde, oferecendo educação em saúde, capacita o paciente a realizar o autocuidado. Por fim, os pacientes também relataram a importância da convivência com pessoas com o mesmo diagnóstico, para promover apoio mútuo, identificação como um grupo, mas também como uma lembrança viva das possíveis complicações do DM1. Apoio familiar, suporte da equipe e contato com outros pacientes na mesma situação ajudam os pacientes a estarem mais preparados para seu autocuidado e  tornarem-se mais ativos frente ao tratamento. Esses resultados são similares a outros estudos que comprovam que os temas encontrados servem como fatores de proteção para a adaptação positiva dos indivíduos [3,4]. Sendo assim, compreender a experiência subjetiva dos pacientes com o uso de medicamentos é fundamental para uma prática holística e centrada no paciente [5].

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00393
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Ursula Carolina de Morais Martins, Márcio Weissheimer Lauria, Leonardo Maurício Diniz, Yone de Almeida Nascimento, Djenane Ramalho de Oliveira