PE-61 Análise Farmacoeconômica do Fluorouracil no Tratamento de Pacientes com Neoplasias Gastrointestinais

Palavras-chave

Farmacoeconomia
Fluoracil
Antineoplásico
Gastrointestinal

Como Citar

Luísa de Melo Xavier , A., Daniela de Nazaré Magalhães Machado Figueredo, Aislane Carlos da Silva Luz, Alba Maria Alves Vasconcelos, Kátia Helena Monteiro Santos, Aline Fernandes da Rocha Barboza, Marcos André Simplício de Lima, Lydiane Karla Lôdo Marques, & Cristiani Isabel Banderó Walker. (2026). PE-61 Análise Farmacoeconômica do Fluorouracil no Tratamento de Pacientes com Neoplasias Gastrointestinais. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00435

Resumo

Introdução: Os cânceres gastrintestinais representam a terceira principal causa de mortalidade por câncer no mundo, englobando malignidades colorretais, gástricas, esofágicas, hepáticas, biliares e pancreáticas. O fluorouracil é amplamente utilizado no tratamento dessas neoplasias, porém seu custo e estabilidade limitada após a abertura dos frascos gerando perdas significativas. Estratégias de otimização do agendamento de pacientes e da devolução de sobras podem reduzir desperdícios e custos, promovendo o uso racional do medicamento. Objetivo: Analisar o impacto econômico do fluorouracil  em um centro de alta complexidade oncológico e propor estratégias de otimização do agendamento para minimizar desperdícios. Métodos: Estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, realizado entre janeiro e junho de 2025, a partir dos registros do sistema AGHUx da farmácia satélite de um hospital universitário. Foram avaliados consumo médio mensal, devolução de frascos e custos associados. Resultado e Conclusão: O consumo total do fluorouracil no período foi de R$ 62.010,30. A reutilização de sobras viáveis gerou R$ 18.627,60, correspondendo uma redução de aproximadamente 31,04% nos custos. Esses resultados evidenciam a efetividade do controle e monitoramento das sobras de medicamentos antineoplásicos, especialmente no contexto da manipulação fracionada e da devolução diária. Embora não houvesse agendamento específico para o fluorouracil, a comparação entre o valor unitário de aquisição (R$ 81,70), o consumo médio mensal (R$ 9.926,55) e o retorno ao estoque (R$ 18.627,60) confirma a viabilidade da devolução como medida de economia e racionalização. A implementação de um agendamento otimizado poderia otimizar a economia, além de melhorar a logística farmacêutica e reduzir o impacto ambiental do descarte de medicamentos. A devolução sistemática de sobras de fluorouracil demonstrou efetividade na redução de custos e pode ser ampliada por meio de um agendamento otimizado. A adoção desse modelo, associada a treinamentos e a sensibilização das equipes multiprofissionais, fortalece as boas práticas em gestão de medicamentos de alto custo e pode ser replicada em outras instituições com perfil semelhante.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00435
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Copyright (c) 2026 Ana Luísa de Melo Xavier , Daniela de Nazaré Magalhães Machado Figueredo, Aislane Carlos da Silva Luz, Alba Maria Alves Vasconcelos, Kátia Helena Monteiro Santos, Aline Fernandes da Rocha Barboza, Marcos André Simplício de Lima, Lydiane Karla Lôdo Marques, Cristiani Isabel Banderó Walker