ID-18 Abordagens Farmacêuticas no Protocolo de AVC em um Hospital Geral no Noroeste do Estado: um relato de experiência

Palavras-chave

Acidente Vascular Cerebral; Anticoagulantes; Serviço de Farmácia Clínica

Como Citar

Nogara, G., Favaretto, F., Vilanova, K. D., Lausmann, N. D., Michelson, V. A., Bernardi, L. S., & Cattaneo, R. (2026). ID-18 Abordagens Farmacêuticas no Protocolo de AVC em um Hospital Geral no Noroeste do Estado: um relato de experiência. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.3). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00462

Resumo

Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC), acomete milhares de indivíduos no mundo, muitas vezes comprometendo a capacidade física e mental dos pacientes acometidos com esta patologia. Uma das escolhas medicamentosas para tratamento de AVC são os anticoagulantes orais, os quais merecem uma atenção maior durante seu uso, podendo prolongar o tempo de internação do indivíduo e/ou piorando as condições de vida do mesmo. Objetivo: Descrever o processo de atenção farmacêutica realizada durante a internação de pacientes com quadro de AVC, em um hospital localizado no noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Métodos: Trata-se de um relato de experiência, descrevendo as abordagens realizadas no tratamento medicamentoso dos pacientes instituídos no protocolo de AVC, durante e antes da alta hospitalar, no período de 01 de abril 2025 até 31 de maio de 2025. Resultados: Durante o período compreendido, os farmacêuticos residentes atuaram ativamente nos rounds clínicos semanais vinculados ao Protocolo de AVC, além de realizar o primeiro contato com o paciente nas primeiras horas de internação. A participação desses profissionais consistiu na análise das prescrições médicas dos pacientes incluídos no protocolo, com a finalidade de propor ajustes terapêuticos baseados em evidências. As abordagens formuladas pelos residentes eram submetidas à aprovação do médico assistente responsável pelo paciente. Inicialmente, as intervenções farmacêuticas concentraram-se nos pacientes em uso de sonda nasoenteral (SNE), com foco especial na adequação da forma farmacêutica e via de administração dos medicamentos prescritos. Observou-se que, com frequência, pacientes internados sob este tipo de suporte recebiam fármacos cuja via de administração não era compatível com a SNE, especialmente no que diz respeito à classe dos anticoagulantes. Essa prática representa um risco potencial à eficácia terapêutica, à segurança do paciente e à integridade da sonda, podendo levar a falhas terapêuticas ou obstrução da mesma. Dessa forma, os residentes farmacêuticos contribuíram com a substituição por formas farmacêuticas apropriadas ou reformulação da estratégia terapêutica, sempre em consonância com as diretrizes clínicas e as possibilidades terapêuticas disponíveis. Outra frente relevante de atuação ocorreu durante o processo de alta hospitalar dos pacientes, onde foram realizados ajustes nos horários de administração dos medicamentos prescritos, com o objetivo de minimizar interações medicamentosas relevantes. Um exemplo recorrente foi a separação dos horários de administração do ácido acetilsalicílico (AAS) e do clopidogrel. A administração concomitante destes medicamentos pode potencializar seus efeitos farmacológicos, podendo ocasionar um evento hemorrágico de sítio gastrointestinal, além de permitir a ocorrência de eventos aterotrombóticos, a depender do indivíduo. Discussão e Considerações Finais: Essas abordagens reforçam a importância da atuação clínica do farmacêutico no ambiente hospitalar, especialmente em protocolos assistenciais complexos, como o de AVC. Além disso, evidencia a contribuição direta do farmacêutico clínico na otimização da terapia medicamentosa, com impacto positivo tanto na segurança quanto na eficácia dos tratamentos instituídos. Os dados observados reforçam a literatura que destaca a atuação multiprofissional como um pilar essencial para a melhoria dos desfechos clínicos em pacientes hospitalizados. A integração do farmacêutico clínico com as equipes multiprofissionais que atuam nos cuidados agudos dos pacientes com AVC, tem se mostrado efetiva na prevenção de eventos adversos e na racionalização do uso de medicamentos. 

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00462
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