PE - 042 Padrões de Tratamento em Gestantes com Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil: um Estudo de Coorte Retrospectivo Nacional

Keywords

Doenças inflamatórias intestinais
Gravidez
Medicamento biológico
Sistema Único de Saúde

How to Cite

Tianeze de Castro, C., de Souza Teles Santos, C. A., & Barbosa dos Santos, D. (2026). PE - 042 Padrões de Tratamento em Gestantes com Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil: um Estudo de Coorte Retrospectivo Nacional. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00304

Abstract

Introdução: O tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DII) durante a gravidez é fundamental, pois a atividade da doença está associada a desfechos maternos e fetais adversos (1, 2). Entender como a DII é manejada no Sistema Único de Saúde (SUS) é crucial para identificar lacunas no tratamento e melhorar as políticas de saúde. Objetivo: Descrever os perfis sociodemográficos, clínicos, padrões de tratamento e taxas de descontinuação de medicamentos em gestantes com DII no SUS. Métodos: Este é um estudo de coorte retrospectivo com dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) entre 2008-2022. Foram incluídas 248 gestantes, entre 12-55 anos, com doença de Crohn (DC) ou retocolite ulcerativa (RCU), que receberam prescrição de medicamento pelo SUS. Analisaram-se dados sociodemográficos, clínicos e de tratamento, incluindo medicamentos e taxas de descontinuação. Resultados: Das gestantes, 64,92% tinham RCU e 35,08% DC. A maioria recebeu terapias convencionais (88,31%) em monoterapia (97,98%). Mesalazina foi o medicamento mais comum (72,58%), principalmente na RCU (92,59%). Biológicos foram mais utilizados na DC (38,37%) que na RCU (2,47%), com predominância de infliximabe. A taxa de descontinuação em 90 dias foi de 15,09% para azatioprina, 15,00% para mesalazina, 7,14% para adalimumabe e 5,56% para infliximabe; não houve descontinuação de sulfassalazina, certolizumabe e vedolizumabe nesse período. Aos 180 dias, as taxas foram de 32,06% para azatioprina, 35,56% para mesalazina, 7,14% para adalimumabe, e 33,33% tanto para infliximabe quanto para vedolizumabe; sulfassalazina e certolizumabe permaneceram sem descontinuações. Conclusões: O manejo da DII em gestantes do SUS segue as diretrizes clínicas, com terapias convencionais como farmacoterapia principal. As altas taxas de descontinuação de medicamentos convencionais indicam uma necessidade de melhor educação sobre os riscos da doença ativa na gestação.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00304
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