Abstract
Introdução: O colorau, derivado do urucum (Bixa orellana), é amplamente utilizado na culinária brasileira por suas propriedades corantes e antioxidantes. Apesar de seus benefícios, a contaminação microbiológica representa um risco à saúde pública, especialmente quando comercializado de forma inadequada. Escherichia coli e Salmonella spp. são microrganismos comumente utilizados como indicadores de qualidade higiênico-sanitária. Objetivo: Diante disso, o estudo objetivou avaliar a presença desses patógenos em amostras de colorau vendidas em diferentes tipos de estabelecimentos no norte do Espírito Santo, comparando a conformidade com os padrões microbiológicos da ANVISA.1 Material e Método: Foram analisadas 6 amostras de colorau, coletadas aleatoriamente em feiras livres, supermercados e lojas de temperos a granel, em dois municípios do norte
capixaba. A presença de Escherichia coli foi determinada pelo método do Número Mais Provável (NMP) e para a detecção de Salmonella spp., aplicou-se o método clássico de três etapas: pré-enriquecimento, enriquecimento seletivo e plaqueamento em meios diferenciais, conforme metodologias descritas por Silva e colaboradores2 e conforme parâmetros da Instrução Normativa no 161 da ANVISA conforme metodologias descritas por Silva e colaboradores.2 Resultados e Discussão: As amostras das feiras livres apresentaram altos índices de Escherichia coli (>1.100 NMP/g) e presença de Salmonella spp., configurando-se como as mais contaminadas. Nas amostras de supermercados, a marca de menor valor apresentou contaminações microbiológicas, enquanto a de maior custo atendeu aos padrões legais. Nas lojas a granel, apenas um dos estabelecimentos apresentou produtos contaminados. Os resultados indicam relação entre práticas inadequadas de manipulação e armazenamento e a presença dos patógenos analisados. A maioria das contagens de E. coli excedeu os limites legais, e a detecção de Salmonella spp. em várias amostras confirma o risco sanitário. Esses achados corroboram estudos anteriores que apontam feiras livres como ambientes de maior risco microbiológico. Conclusões: O estudo evidenciou que as condições de comercialização influenciam diretamente na qualidade microbiológica do colorau. Feiras livres se destacaram como pontos críticos de contaminação, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à fiscalização sanitária e educação em boas práticas de manipulação. Mesmo amostras de supermercados e lojas a granel apresentaram não conformidades, indicando que a segurança alimentar precisa ser garantida em toda a cadeia produtiva. Os resultados alertam para a urgência de estratégias eficazes de controle microbiológico, a fim de proteger a saúde da população e assegurar a qualidade dos alimentos consumidos.

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