Planejamento estratégico situacional: construção do Plano Operativo (PO) na assistência farmacêutica em um município da Região Metropolitana de Pernambuco
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Palavras-chave

Planejamento Estratégico Situacional, Assistência Farmacêutica, Aquisição de Medicamentos.

Como Citar

Apolinário Filho, M., Soares Gomes, J. R., Sousa da Silva, J. O., Oliveira da Costa Tavares, R. V., de Oliveira Filho, J. J., Oliveira de Melo Candeia, G. L., Calazans Silva De Amorim, R., & Vieira dos Santos, J. (2024). Planejamento estratégico situacional: construção do Plano Operativo (PO) na assistência farmacêutica em um município da Região Metropolitana de Pernambuco. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 2(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2017.v2.s1.p.52

Resumo

Introdução: A assistência farmacêutica (AF) nos municípios brasileiros tem enfrentado diversos problemas de gestão quanto à aquisição de medicamentos e produtos para saúde, em decorrência da complexidade nos processos de compra no setor público. A superação desses problemas pode ser realizada através da construção do Plano Operativo (PO) por meio dos pilares que sustentam o Planejamento Estratégico Situacional (PES), podendo ser empregado como instrumento para atuação do governo, verificando se os resultados produzidos seguem a mesma direção dos resultados esperados, pois, ele está voltado à transformação do presente e na busca por um futuro diferente. Objetivo: Apontar estratégias para a identificação, caracterização, e a resolução do problema mais relevante para os profissionais farmacêuticos que atuam na Assistência Farmacêutica do município. Métodos: Estudo de caráter participativo, qualitativo e descritivo, mediante entrevistas e observação participante às oficinas, no período de novembro de 2014 a março de 2015. Resultados: O processo de preparação para a realização do PO iniciou-se com a mobilização de diversos atores: farmacêuticos lotados nos serviços de Urgência/ Emergência e Policlínicas de especialidades. Foram realizadas oficinas com esses atores, na qual foram selecionados as dificuldades que mais os intrigavam, em seguida, a partir de uma matriz de priorização, chegou-se ao problema objeto do estudo, que foi a dificuldade na conclusão de processo licitatório de medicamentos. A etapa seguinte foi o desenho de uma rede explicativa (fase explicativa) denominada espinha de peixe ou Ishikawa, possibilitando a identificação dos nós críticos e, assim, a resolução do problema-objeto. As causas e as consequências identificadas na espinha de peixe revelaram quais ações necessitavam ser realizadas. Conclusão: O PES é um instrumento valioso para identificação, organização, acompanhamento, e mensuração para as ações na AF, na busca da eficiência dos serviços operacionais. Trata-se de uma ferramenta diagnóstica plausível para gestores da assistência farmacêutica, sendo capaz de promover sua capacidade crítica para pensar e agir sobre a realidade que atuam. Para o município em estudo, o plano demonstrou sua importância ao apontar a morosidade no processo de aquisição de medicamentos através dos processos licitatórios como ponto fundamental de interferência negativa nos processos de trabalho dos profissionais, na qualidade da assistência prestada ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e na avaliação da gestão municipal.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2017.v2.s1.p.52%20
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