PE-35 Avaliação da toxicidade e do potencial antioxidante de extratos hidroalcoólicos de plantas encontradas no norte do Espírito Santo

Palavras-chave

Senefeldera verticillata; Clarisia racemosa; Capacidade antioxidante; Toxicidade

Como Citar

Smith, P. A. C., Batista, J. S. J. L., Zani, C. L., Gonçalves, P. R., Pessoa, F. V. L. S., & França, F. D. (2026). PE-35 Avaliação da toxicidade e do potencial antioxidante de extratos hidroalcoólicos de plantas encontradas no norte do Espírito Santo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00636

Resumo

Introdução: O estresse oxidativo e a inflamação estão relacionados a diversas doenças  crônicas, tornando a busca por compostos antioxidantes uma estratégia promissora. Nesse  contexto, plantas medicinais representam uma importante fonte de metabólitos  secundários capazes de modular processos oxidativos e inflamatórios. As espécies  Senefeldera verticillata e Clarisia racemosa, nativas da Mata Atlântica e ainda pouco  exploradas cientificamente, apresentam potencial farmacológico, porém carecem de  estudos sobre segurança biológica e atividade antioxidante. Assim, este estudo teve como  objetivo avaliar a toxicidade e a capacidade antioxidante de extratos hidroalcoólicos  dessas espécies vegetais. Material e Método: A atividade hemolítica foi avaliada em hemácias  de carneiro utilizando as frações SVE 10A, SVE 11A, SVE 11B, SVE 11C, OIT 3A e OIT  3B, nas concentrações de 50, 100, 200, 250, 400 e 800 µg/mL. Após incubação e  centrifugação, a hemólise foi determinada por espectrofotometria e os resultados foram  expressos pela concentração capaz de promover 50% de hemólise (H50). A toxicidade  dos extratos foi avaliada pelo ensaio de letalidade em Artemia salina, utilizando náuplios  obtidos após eclosão em solução salina a 3% (p/v). Os organismos foram expostos, em  triplicata, a diferentes concentrações dos extratos por 24 h. A toxicidade foi determinada  pelo percentual de letalidade dos náuplios, com estimativa da DL₅₀ quando aplicável. A  capacidade antioxidante dos extratos foi determinada pelo método CUPRAC, baseado na  redução do íon Cu²⁺ a Cu⁺ e formação do complexo Cu⁺-neocuproína. Os resultados foram  expressos como capacidade antioxidante equivalente ao Trolox (TEAC), obtidos a partir  de curva de calibração. Resultados: Os extratos apresentaram hemólise dependente da  concentração, com aumento progressivo da atividade hemolítica na maioria das amostras.  Os extratos SVE 10A e SVE 11B apresentaram maior potencial hemolítico, enquanto o  OIT 3B demonstrou a menor hemólise em todas as concentrações avaliadas, indicando  menor citotoxicidade. No ensaio com Artemia salina, a letalidade aumentou com a  concentração dos extratos. O extrato OIT 3A apresentou a maior toxicidade, enquanto  SVE 11A e SVE 11C apresentaram menor letalidade nas concentrações avaliadas. No ensaio de capacidade antioxidante pelo método CUPRAC, observou-se aumento da  atividade antioxidante com o incremento da concentração para a maioria dos extratos. O  extrato SVE 11A apresentou a maior capacidade antioxidante, enquanto o SVE 10A não  apresentou atividade antioxidante detectável. Discussão : Os resultados evidenciam  atividade antioxidante e toxicidade variável entre as frações, com destaque para a SVE  11A, que apresentou a maior capacidade antioxidante. Conclusão: As espécies avaliadas demonstraram potencial biológico, constituindo candidatas para futuros estudos farmacológicos.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00636
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