Adequação da programação de medicamentos em uma farmácia de medicamentos especializados
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Como Citar

Flauzino Kremer, G., Freitas de Andrade Derruci, M., de Almeida Machado, J., & Silva de Pádua Souza, R. (2024). Adequação da programação de medicamentos em uma farmácia de medicamentos especializados . JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 2(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2017.v2.s1.p.5

Resumo

Considerando-se que nas Farmácias de Medicamentos Especializados (FME) são atendidas patologias de alta complexidade, além do alto impacto no custo em saúde que estes medicamentos representam, torna-se necessária a qualificação da gestão nesta área, através do planejamento e articulação das atividades da assistência farmacêutica, principalmente a programação, que reflete no acesso, racionalização do uso de medicamentos e na aplicação eficiente de recursos. Objetivo: O objetivo deste estudo é relatar o processo de desenvolvimento de um plano operativo, conduzido na FME para realização de programação adequada de medicamentos e evitar prejuízos à saúde do usuário e ao sistema de saúde. Métodos: O trabalho foi desenvolvido na FME de Franca/SP, que atende 22 municípios e em média 22.000 pacientes por mês. No estabelecimento é realizada a dispensação de medicamentos de acordo com Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde e Resoluções Estaduais. Foram realizadas oficinas e estudos com a equipe da Farmácia para definição de causas e consequências e o estabelecimento de operações, ações e metas. Resultados: Definiu-se que a principal causa da programação inadequada é a deficiência na obtenção de informações reais de estoque e consumo de medicamentos, assim foram analisados os fatores que interferem nesta causa, como acesso e registro de dados referentes ao recebimento dos medicamentos, ao controle de estoque e à reposição e foram propostas ações de modo a trabalhar todos os interferentes. Estas então têm sido aplicadas, como cobranças dos empenhos de entrega; análise e comparação entre estoque físico e informatizado, treinamento dos funcionários sobre as apresentações dos medicamentos e correto procedimento de entrada e transferências no sistema. Além disso, para monitoramento e avaliação, os indicadores de faltas de medicamentos e desempenho de fornecedores têm sido desenvolvidos e percebe-se que quando há faltas não ocorrem por motivos referentes à programação, mas devido a atrasos de entregas por fornecedores e dificuldades no processo de aquisição dos medicamentos. Conclusão: O planejamento promoveu a programação adequada de medicamentos, garantindo o cumprimento do acesso e evitando prejuízos à saúde. Assim, é vantajoso o desenvolvimento de um plano operativo para qualificação da assistência farmacêutica, pois permite trabalhar os problemas a partir da reflexão participativa da equipe, com implantação de estratégias simples, que exigem poucos recursos financeiros, com possibilidade de avaliação e monitoramento contínuo para o alcance dos resultados esperados.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2017.v2.s1.p.5
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