Resumo
Introdução: A compra de medicamentos é um dos fatores principais quando se trata de saúde, mas para que haja acesso universal e de equidade existe a necessidade de um medicamento com alta comodidade e baixo custo. Visando essas disponibilidades surgiram os medicamentos genéricos, que, para a maioria dos indivíduos representa uma das principais formas de acesso aos mesmos. A falta de informação sobre os genéricos pode ocasionar em gastos desnecessários ou até mesmo a falta de medicamentos, o que acarreta gradativamente em doenças crônicas e ocasiona elevados gastos públicos com o setor saúde. Objetivo: Analisar a utilização e a percepção sobre medicamentos genéricos pela população, considerando-se a Política de Medicamentos Genéricos no Brasil. Métodos: A coleta dos dados foi realizada na região metropolitana de Salvador/Bahia, no período da tarde entre os dias 11 a 14 de março de 2019. Foi aplicado um questionário por três investigadores. A população alvo disponível foram os residentes, comerciantes e os indivíduos com diabetes e hipertensão, os quais praticam uso contínuo de medicamentos. Realizou-se uma pesquisa de campo com cinco perguntas sobre medicamentos genéricos: sua utilização, diferença entre medicamentos de referência e similares, vantagens e aconselhar o uso. Resultados: Dos oitenta indivíduos entrevistados, em relação aos dados gerais, cinquenta pessoas foram do gênero feminino (62%) e 30 do gênero masculino (38%), sendo 37 adultos (46%) e quarenta e três idosos (54%). Em relação à renda, 40% recebem apenas um salário mínimo mensal. Em relação à utilização de medicamentos genéricos, cinquenta e sete pessoas (71%) já utilizaram e costumam fazer o uso, 23 pessoas (29%) afirmaram que não optaria por comprar medicamentos genéricos, pois não possuem a mesma eficácia que o de referência. Dos indivíduos que adquirem os medicamentos genéricos, 47% (38 pessoas) sabem das suas vantagens em relação ao valor, a mesma eficácia, segurança e qualidade comparando-se aos de referência e similar, ao contrário de 53% (42 pessoas) que não sabiam. Depois das explicações sobre o assunto e um maior entendimento, 88% (70 pessoas) afirmou que aconselharia sobre o uso de medicamentos genéricos, 12% (10 pessoas) não recomendaria, pois não substituíram os de referências. Conclusão: O presente estudo alcançou o seu principal objetivo, no qual foi possível analisar conhecimento das pessoas em relação ao uso de medicamentos genéricos, sua percepção de forma geral tanto a eficácia e segurança, quanto a recomendação do uso dos mesmos, com intuito de proporcionar e conscientizar à população a disponibilidade de medicamentos de baixo custo, porém com a mesma qualidade e comodidade que qualquer outro possa ter baseado nos princípios da Política de Medicamentos Genéricos no Brasil.

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