Resumo
Introdução: A infecção crônica pelo vírus da Hepatite C (HCV) atinge aproximadamente 170 milhões de indivíduos no mundo (3% da população) e representa uma das maiores causas de transplantes hepáticos no mundo. No Brasil, estima-se que existam entre 1,4 a 1,7 milhão de portadores deste vírus. O tratamento visa a erradicação do vírus a fim de melhorar a expectativa e a qualidade de vida do paciente, diminuir a transmissão do vírus e evitar a evolução mais grave da doença. Em 2016, foi incorporado ao SUS, a partir da aprovação dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), os novos medicamentos capazes de atuarem diretamente no vírus, com vantagens significativas em relação ao tratamento com o alfapeguinterferona. Desta forma, este trabalho tem por objetivo avaliar a eficácia do tratamento e caracterizar o perfil dos pacientes portadores de hepatite C crônica após tratamento com os antivirais Sofosbuvir, Daclastavir, Simeprevir e Ribavirina, atendidos no ano de 2017 em uma unidade de dispensação de medicamentos do componente especializado da assistência farmacêutica na cidade de Salvador- BA. Materiais e metodos:Foi feito um estudo retrospectivo e quantitativo a partir da análise de prontuário e dos resultados de exames laboratoriais entregues pelos pacientes pós fim de tratamento, atendidos por uma unidade de dispensação de medicamentos do componente especializado da atenção farmacêutica da cidade de Salvador- BA. Os dados coletados foram compilados em planilhas do Excel e organizados na forma de gráficos e tabelas a partir da determinação de frequência relativa e absoluta. Resultados: Do total de 198 pacientes que entregaram os exames pós fim de tratamento, 185 (93,5%) apresentaram-se com carga viral indetectável para o HCV, sendo estes em sua maioria, pacientes do sexo masculino, na faixa etária entre 60-69 anos, que já haviam feito tratamento prévio com outros antivirais, porém sem resposta. Tendo a maior parte destes, sido tratados segundo o esquema terapêutico Sofosbuvir + Daclastavir + Ribavirina, tendo alguns referido o aparecimento de sintomas como cefaleia, prurido, náusea e alteração do apetite durante o tratamento. Conclusão:O alto índice de pacientes que obtiveram a resposta positiva ao tratamento proposto, nos permite sugerir que a incorporação destes novos medicamentos ao programa de Hepatite C, constitui-se como uma medida do Ministério da Saúde satisfatória e eficaz.
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