PE - 66 Auditoria Farmacêutica em Unidades de Saúde: Análise da Conformidade por Meio de Checklist Padronizado

Palavras-chave

Auditoria farmacêutica
Gestão em saúde
Farmácia hospitalar
Gestão da qualidade

Como Citar

Christiane Domingues, Paulina Novaes, Márcia Pereira, Rodigo Sousa, Tatiane Florentino, & Lailla Thayse Farias. (2026). PE - 66 Auditoria Farmacêutica em Unidades de Saúde: Análise da Conformidade por Meio de Checklist Padronizado. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00440

Resumo

Introdução: A qualidade dos serviços farmacêuticos impacta diretamente na segurança do paciente e na efetividade terapêutica. Sua gestão exige estrita conformidade às normativas sanitárias. Auditorias internas são fundamentais para avaliar processos, identificar não conformidades e orientar ações corretivas. Objetivo: Avaliar o grau de conformidade na gestão dos processos do serviço de farmácia em unidades de saúde geridas por uma organização social. Métodos: Estudo exploratório, descritivo e quantitativo, baseado em auditorias presenciais conduzidas pela supervisora de farmácia da organização social, em visita técnica única, entre junho e julho de 2025. Foi aplicado checklist padronizado com 65 itens, sendo 49 referentes à farmácia hospitalar e 16 à farmácia clínica, elaborado segundo normativas da ANVISA (RDC nº 44/2009, nº 275/2019, nº 471/2021 e Portaria nº 344/1998). As auditorias abrangeram duas unidades hospitalares de alta complexidade e três de pronto atendimento. Cada item foi classificado como Conforme, Parcialmente Conforme ou Não Conforme, e os resultados analisados em planilha do Excel para cálculo do percentual de conformidade por unidade. Resultado e Conclusão: As auditorias evidenciaram conformidade global de 68% quanto aos critérios de logística e boas práticas de armazenamento. Nos hospitais, a média de conformidade foi de 53%, enquanto nos serviços de pronto-socorro atingiu 79%. As principais não conformidades identificadas foram falhas estruturais (ambiente físico inadequado) e deficiência na organização da Central de Abastecimento Farmacêutica (CAF). Para a farmácia clínica a conformidade global foi de 35%. Nos hospitais, observou-se 53% de conformidade e 18,5% de itens parcialmente conformes. Já nas unidades de pronto atendimento, 23% das atividades auditadas estavam conformes e 54% parcialmente conformes. As principais oportunidades de melhoria identificadas incluíram: ampliação da avaliação técnica das prescrições médicas, maior completude na conciliação medicamentosa, fortalecimento das ações de farmacovigilância e aprimoramento da orientação de alta ao paciente. A auditoria farmacêutica mostrou-se essencial para avaliar a conformidade com as boas práticas, fornecendo subsídios para decisões estratégicas, otimização de recursos e padronização dos serviços, além de reforçar a necessidade de ciclos regulares de auditoria e fortalecimento da cultura de segurança.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00440
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