PE - 11 Percepção dos Farmacêuticos Acerca das Barreiras e Desafios para a Implementação do Cuidado Farmacêutico em Tuberculose na Atenção Primária à Saúde

Palavras-chave

Tuberculose; Atenção Primária à Saúde; Cuidado Farmacêutico; Barreiras em saúde

Como Citar

Náila Neves de Jesus, Ana Emília de Oliveira Ahouagi, Débora Gontijo Braga, Natália Helena de Resende, & Mariana Martins Gonzaga do Nascimento. (2026). PE - 11 Percepção dos Farmacêuticos Acerca das Barreiras e Desafios para a Implementação do Cuidado Farmacêutico em Tuberculose na Atenção Primária à Saúde. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00385

Resumo

Introdução: A tuberculose (TB) é a principal causa de óbito por um único agente infeccioso no mundo, e o Brasil figura entre os 30 países com maior carga da doença. Fatores sociais determinantes da saúde agravam as dificuldades de acesso ao diagnóstico, tratamento e adesão.1 Na Atenção Primária à Saúde (APS), o farmacêutico pode contribuir de forma significativa, por meio do acompanhamento farmacoterapêutico, favorecendo a adesão, o manejo de reações adversas e a otimização do uso dos medicamentos. Contudo, barreiras estruturais, organizacionais e de recursos humanos comprometem a efetividade desse cuidado.2 Objetivo: Compreender quais são as barreiras e desafios percebidos pelos farmacêuticos atuantes no cuidado farmacêutico em TB no município de Belo Horizonte quanto a oferta deste serviço. Métodos: Pesquisa qualitativa, conduzida por grupo focal com quatro farmacêuticos atuantes em Unidades Básicas de Saúde. As entrevistas, guiadas por roteiro previamente elaborado, foram transcritas e analisadas segundo a técnica de Análise de Conteúdo (modalidade temática) de Laurence Bardin.3 Resultado e Conclusão: Emergiram como principais barreiras: a transição do sistema de prontuário eletrônico, ausência de transporte para visitas domiciliares, lacunas na capacitação profissional, fragilidades na integração das redes de atenção e sobrecarga de demandas administrativas. Como resposta, destacam-se ações em andamento para aprimorar a documentação do cuidado, ampliar a qualificação dos profissionais e fortalecer políticas voltadas a populações em situação de vulnerabilidade. Persistem desafios relevantes para o controle da TB e para a consolidação do cuidado farmacêutico na APS. Entretanto, o farmacêutico é um ator estratégico no enfrentamento da doença, sendo fundamental sua inserção efetiva em equipes multiprofissionais. O fortalecimento de políticas públicas, associado a investimentos em infraestrutura e capacitação, é essencial para ampliar o acesso, a resolutividade e a qualidade do cuidado prestado aos pacientes com TB.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00385
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Náila Neves de Jesus, Ana Emília de Oliveira Ahouagi, Débora Gontijo Braga, Natália Helena de Resende, Mariana Martins Gonzaga do Nascimento