PE - 07 Avaliação da Conciliação Medicamentosa na Admissão de Pacientes em um Hospital Privado

Palavras-chave

Medication reconciliation; Unintended Medication Discrepancies; Patient Safety; Pharmaceutical care

Como Citar

Caroline Lima Dias Castro, Laura Dantas Moliterni Pastori, & Genário Oliveira Santos Júnior. (2026). PE - 07 Avaliação da Conciliação Medicamentosa na Admissão de Pacientes em um Hospital Privado. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00381

Resumo

Introdução: A conciliação medicamentosa, estratégia importante na segurança do paciente, consiste em comparar a lista de medicamentos prévios do paciente com as prescrições na transição de cuidados, identificar discrepâncias e comunicar alterações para reduzir erros de medicação. Objetivo: Este estudo teve como objetivo demonstrar a efetividade da conciliação medicamentosa na identificação e resolução de discrepâncias medicamentosas na admissão de pacientes adultos em um hospital privado. Métodos: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário Edgard Santos com parecer de número 7.367.654, de acordo com a Resolução n° 466 de 2012. Trata-se de um estudo observacional prospectivo, realizado de fevereiro a março de 2025 em um hospital privado de Salvador (BA). Foram incluídos pacientes admitidos com idade ≥18 anos, em uso contínuo de pelo menos um medicamento prévio e admitidos em setores específicos, a partir de uma amostragem por conveniência. O “Melhor Histórico Medicamentoso Possível”, do inglês, “Best Possible Medication History” (BPMH), foi obtido pela equipe de farmácia clínica do hospital por meio de formulário padronizado, comparando-se medicamentos de uso prévio e prescrições iniciais. As discrepâncias foram classificadas em intencionais, intencionais não documentadas e não intencionais, classificando as classes ATC envolvidas e registrando intervenções farmacêuticas, cuja aceitação pela equipe médica foi avaliada. As análises foram realizadas por estatística descritiva. Resultado e Conclusão: 133 pacientes foram incluídos (idade média 60,6 ± 19,3 anos; 72,9% mulheres). Identificaram-se 806 medicamentos pré-admissão, sendo identificadas 332 (41,2%) discrepâncias: 133 (40,1%) intencionais, 148 (44,6%) intencionais não documentadas e 51 (15,4%) não intencionais, com média de 0,38 ± 0,80 discrepâncias não intencionais por paciente. As discrepâncias não intencionais foram majoritariamente omissões (90,1%), e as classes mais envolvidas foram sistema cardiovascular (29,4%) e trato alimentar/metabolismo (17,7%). Pacientes que faziam uso de mais de 6 medicamentos apresentaram maior taxa de discrepância não intencionais (1,69 ± 1,25 por paciente). 86% das 43 intervenções farmacêuticas foram acatadas pela equipe médica. Conclui-se que a conciliação medicamentosa demonstrou-se eficaz na detecção e correção de discrepâncias medicamentosas na admissão, com alta aceitação das intervenções farmacêuticas. Destaca-se a necessidade de padronizar registros de decisões terapêuticas e priorizar pacientes polimedicados para otimizar a segurança.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00381
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Caroline Lima Dias Castro, Laura Dantas Moliterni Pastori, Genário Oliveira Santos Júnior