PE - 38 Qual a Complexidade da Farmacoterapia de Usuários da Atenção Primária à Saúde em um Município de Minas Gerais?

Palavras-chave

Tratamento farmacológico; Polimedicação; Assistência Farmacêutica; Uso de Medicamentos

Como Citar

Menezes Barbosa, A., Pereira Soares, M., Carla Souza da Mata, P., de Oliveira Silva, A. J., César da Silva Maduro, L., de Freitas Bonomo, L., Carvalho Silvestre, C., & Cerqueira Santos, S. (2026). PE - 38 Qual a Complexidade da Farmacoterapia de Usuários da Atenção Primária à Saúde em um Município de Minas Gerais?. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00412

Resumo

Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) requerem acompanhamento contínuo, em especial na Atenção Primária à Saúde (APS), visando à prevenção de agravos e o uso adequado dos medicamentos1,2. Nesse contexto, a complexidade da farmacoterapia é um desafio importante, uma vez que tal fenômeno  está relacionado à baixa adesão ao tratamento e ao aumento de erros de medicação3,4. Objetivo: Avaliar a complexidade da farmacoterapia de usuários da Atenção Primária à Saúde em um município de Minas Gerais. Métodos: Foi realizado um estudo transversal, em duas Estratégias de Saúde da Família (ESF) em Governador Valadares (MG). Participaram do estudo pacientes com DCNT em uso de medicamentos e cadastrados nas ESF. Foram realizadas entrevistas individuais e análise de prontuários, entre março e julho de 2024, para a coleta de dados sociodemográficos e dos medicamentos em uso. Os medicamentos utilizados pelos pacientes foram avaliados por meio do Índice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer: 6.093.176). Resultado e Conclusão: Participaram do estudo 80 usuários da APS, dos quais 59 (73,75%) eram do sexo feminino. A média de idade foi de 62 anos (±16,34). Foram encontrados 335 medicamentos em uso. A maioria das pessoas (n=46) utilizava quatro ou mais medicamentos, caracterizando polifarmácia. A complexidade da farmacoterapia obteve média de 14,33. O valor máximo foi de 38 pontos em uma farmacoterapia com 12 medicamentos. Dos 31 adultos, 16 (51,61%) apresentaram valores acima de 13, configurando alta complexidade. Das 49 pessoas idosas, 20 (40,81%) apresentaram alta complexidade da farmacoterapia. Foi possível observar que boa parte dos usuários apresentaram alta complexidade na farmacoterapia, evidenciando os desafios na gestão dos medicamentos. Esse contexto aponta a necessidade de estratégias interdisciplinares entre os profissionais de saúde e os farmacêuticos clínicos para reduzir a complexidade do regime terapêutico e promover o uso de medicamentos de forma efetiva e segura aos usuários atendidos na APS.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00412
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Copyright (c) 2026 Alice Menezes Barbosa, Malu Pereira Soares, Priscila Carla Souza da Mata, Anna Júlia de Oliveira Silva, Lauro César da Silva Maduro, Larissa de Freitas Bonomo, Carina Carvalho Silvestre, Sabrina Cerqueira Santos