PE - 34 Como o Serviço de Acompanhamento Farmacoterapêutico Influência a Experiência Subjetiva com o Uso de Medicamentos em Pessoas com Hipertensão – Análises Preliminares

Palavras-chave

Cuidado Farmacêutico; Experiência Subjetiva com o Uso de Medicamentos; Hipertensão Arterial; Pesquisa qualitativa.

Como Citar

Maria López Prado, E., Gomes de Sá, E., Araújo Medina Mendonça, S., & Araujo Santos Júnior, G. (2026). PE - 34 Como o Serviço de Acompanhamento Farmacoterapêutico Influência a Experiência Subjetiva com o Uso de Medicamentos em Pessoas com Hipertensão – Análises Preliminares. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00408

Resumo

Introdução: O Serviço de Acompanhamento Farmacoterapêutico (SAF) baseia-se no arcabouço teórico do Cuidado Farmacêutico (CF), no qual os profissionais otimizam a farmacoterapia dos pacientes. A experiência subjetiva com o uso de medicamentos (ESUM) se alinha a filosofia do CF, possibilitando compreender vivências, significados e comportamentos do paciente em relação à farmacoterapia. Objetivo: Investigar como o SAF influencia a ESUM em pessoas com hipertensão arterial (HA). Métodos: Estudo qualitativo, em execução, cujos participantes foram pacientes de SAF para pessoas com HA no município de Alegre, ES, selecionados por amostragem teórica. Foram coletados dados sociodemográficos e de saúde e realizadas entrevistas em profundidade para investigar como o SAF influencia a ESUM. As análises envolvem: codificação inicial, focalizada e teórica, redação de memorandos. Aspectos éticos são observados (CAAE 77633924.2.0000.8151|Parecer 6.800.688). Resultado e Conclusão: Foram realizadas entrevistas com quatro mulheres (66,0±8,8 anos de idade, 3,5±1,3 anos de estudo, renda de até um salário-mínimo, condições de saúde: HA, arritmia cardíaca, ansiedade, depressão, artrose, dislipidemia e diabetes). Análises preliminares destacam três temas: T1-acesso a informações de saúde, descrito como fator de segurança e autonomia ao ter informações sobre efeitos, riscos e uso dos medicamentos; T2-acolhimento do profissional, gerando confiança e acessibilidade à orientações; T3-ressignificação do uso de medicamentos, com relatos de percepção da importância dos medicamentos para manter a saúde, viabilizar objetivos de vida e formas de integrá-los à rotina. A literatura descreve seis atributos da ESUM: A1-vulnerabilidade, A2-ambivalência, A3-construída socialmente, A4-contextual e matizada, A5-pragmática, A6-processo ativo em andamento. A falta de informações gera preocupações e incertezas, deixando os pacientes em situação de vulnerabilidade e ambivalência(A1,A2), que pode ser atenuada pelo SAF(T1). Os significados dos medicamentos são construídos socialmente(A3). O acolhimento pelo SAF(T2) pode favorecer a ESUM, ao buscar alinhar os significados atribuídos pelo profissional e paciente. A ESUM é pragmática, vinculada ao cotidiano e à prioridade de sentir-se bem(A5), sendo favorecida quando o SAF auxilia na ressignificação do medicamento e sua integração nas prioridades de vida do paciente(T3). Uma postura acolhedora(T2) torna o farmacêutico referência pragmática para pacientes que buscam informações em fontes acessíveis(A5). A ESUM é influenciada pelo contexto(A4) no qual o paciente se insere, incluindo acesso aos serviços de saúde, informações e atitude dos profissionais de saúde(T1,T2,T3). Adaptar-se ao uso dos medicamentos exige esforço contínuo(A6). Ao oferecer acolhimento(T2), informações claras(T1) e auxiliar na ressignificação dos medicamentos(T3), o SAF pode tornar esse processo menos árduo. Conclusão. Os achados preliminares apontam que o SAF, ao prestar o CF centrado na pessoa, pode contribuir para uma melhor ESUM.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00408
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