PE - 28 Fatores de risco associados a quedas em pessoas idosas institucionalizadas: revisão de escopo

Palavras-chave

“Instituição de Longa Permanência para Idosos”; “Acidentes por Quedas”; “Uso de Medicamentos”; “População Idosa”

Como Citar

Passos de Santos , A., Santana Cardoso, D., Victória Pinto Pereira, C., Carvalho de Jesus, D., Thayná Rocha Calazans Santos, A., Maria Santos de Jesus, E., Bolívar Góis Júnior, M., & de Carvalho Brito, G. (2026). PE - 28 Fatores de risco associados a quedas em pessoas idosas institucionalizadas: revisão de escopo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00402

Resumo

Introdução: O crescimento da população idosa tem sido acompanhado por maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis que podem tornar essa população mais vulnerável às quedas, sobretudo em instituições de longa permanência. As quedas nessa população são ocasionadas por fatores intrínsecos (limitações funcionais e o uso de medicamentos) e/ou fatores extrínsecos (barreiras ambientais e inadequações estruturais). Essas fatalidades podem resultar em custos significativos de hospitalização para o Sistema Único de Saúde (SUS), o que reforça a importância da avaliação farmacoterapêutica e da atuação multiprofissional na promoção da segurança do idoso1,2,5.Objetivo: Identificar os fatores de risco relacionados a quedas entre os idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Métodos: Foi realizada uma revisão de escopo da literatura, de acordo com o checklist PRISMA-ScR. O protocolo de pesquisa foi publicado na Open Science Framework. Utilizou-se o acrônimo PCC (População, Contexto e Conceito) para elaboração da pergunta norteadora: "Quais são os fatores de risco associados a quedas em idosos institucionalizados?". Foram incluídos artigos originais em inglês, português e espanhol, sem restrições quanto ao ano de publicação. O foco foi analisar os fatores, sobretudo medicamentosos, relacionados às quedas em estudos realizados em ILPIs, bem como verificar instrumentos utilizados para a avaliação desse risco. Adotou-se os descritores MeSH (Medical Subject Heading) “Aged/ Elderly”, “Accidental falls”, “Risk factors”, “Nursing Homes” para busca nas bases de dados PubMed, EMBASE, Web of Science, Scopus e Lilacs. Resultado e Conclusão: RESULTADO: Dentre os 69 artigos analisados, observou-se que os medicamentos utilizados são um fator de risco significativo para quedas, sendo os antidepressivos a classe mais prevalente 30,4% (n=21) dos estudos, seguidos pelos antipsicóticos com 24,6% (n=17) e benzodiazepínicos com 20,3% (n=14). A risperidona e a trazodona foram os principais medicamentos relacionados ao aumento do risco. Acerca dos instrumentos para avaliação do risco de quedas, o Teste TUG foi o mais utilizado, representando 14,5% (n=10) dos estudos. Foram identificados outros fatores associados: cognição 47,82% (n=33); equilíbrio 36,23%, (n=25); mobilidade 31,88%, (n=22); e marcha 21,74% (n=15). Ademais, termos específicos, como "fragilidade" 8,69%, (n=6) e "histórico de quedas" 5,79% (n=4), foram citados, fato que indica possíveis problemas na mobilidade e/ou equilíbrio.  CONCLUSÃO: A associação com cognição, equilíbrio, mobilidade e marcha confirma a natureza multifatorial das quedas. O uso recorrente do Teste TUG destaca sua utilidade clínica e reforça a importância de avaliações integradas do perfil farmacoterapêutico e funcional para implantação de estratégias preventivas e protocolos de cuidados mais assertivos.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00402
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