PE - 25 O Cuidado Farmacêutico na Fitoterapia: Um Estudo Qualitativo

Palavras-chave

Cuidado Farmacêutico; Fitoterapia; Pesquisa qualitativa; Plantas medicinais

Como Citar

Cimbleris-Alkmim, A., de Araújo Medina Mendonça, S., & Ramalho-de-Oliveira, D. (2026). PE - 25 O Cuidado Farmacêutico na Fitoterapia: Um Estudo Qualitativo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00399

Resumo

Introdução: A fitoterapia é globalmente uma prática de amplo e crescente uso (1-2). No contexto sociocultural brasileiro, cerca de 82% da população utiliza produtos à base de plantas medicinais nos seus cuidados com a saúde (3). Porém, os profissionais de saúde ainda não se sentem aptos para atuar nesse segmento (2,4). O Cuidado Farmacêutico propõe um arcabouço teórico-metodológico para otimização da farmacoterapia que deve ser aplicado a todos os produtos usados com finalidade de prevenção ou tratamento em saúde, como os fitoterápicos (1). Tal prática é constituída por três componentes: 1) Filosofia: orienta o comportamento do profissional; 2) Processo de cuidado: atividades padronizadas de avaliação, elaboração de plano de cuidado e acompanhamento de pacientes; e 3) Sistema de gestão: trata de todos os recursos necessários para levar o serviço ao paciente, como espaço físico e pagamento (1). Objetivo: O presente artigo pretende refletir sobre a aplicação do arcabouço teórico-metodológico do Cuidado Farmacêutico à fitoterapia. Métodos: A partir da perspectiva crítica da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire (5), foram realizadas 13 entrevistas colaborativas com farmacêuticos e estudantes de farmácia selecionados por amostragem de instância crítica. Os dados foram submetidos à análise temática, utilizando o Software NVivo 14. Os achados foram triangulados por dados obtidos também por imersão na comunidade pesquisada e escrita autoetnográfica. Resultado e Conclusão: Os dados foram organizados em três categorias, referentes aos componentes da prática do Cuidado Farmacêutico. 1) Filosofia - “Minha responsabilidade com o paciente é atender suas necessidades farmacoterapêuticas, nisso está incluído a fitoterapia.”: destacou-se a necessidade social pela otimização da fitofarmacoterapia e a pertinência do profissional do Cuidado Farmacêutico atende-la, por se tratar de uma prática holística e centrada no paciente. 2) Processo de cuidado - “Se o paciente quiser usar um chá ele pode, basta que eu monitore se é indicado, se vai ser efetivo, se é seguro.”: discutiu-se como o raciocínio clínico adotado para avaliação da fitofarmacoterapia é o mesmo utilizado para avaliação do uso de medicamentos convencionais, sendo parte integrante do processo de cuidado preconizado pela profissão. 3) Gestão - “Tem escassez de informações para a implementação e gestão da prática desse serviço na fitoterapia.”: apontou-se alguns gargalos para implementação e realização de serviços de Cuidado Farmacêutico na fitoterapia. Este estudo reforçou a necessidade e os benefícios de se utilizar o arcabouço teórico-metodológico do Cuidado Farmacêutico para otimização da fitofarmacoterapia, apontando também alguns desafios a serem superados.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00399
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